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domingo, 17 de março de 2013

Apresentação - Káthya Bertolini


Apresento João ...  que se apresenta em Meu andar, que compõe arte em noites de insônia  como o Poema retirado da milionésima noite insone,  e a sua obra que apresenta Um mundo feito à mão composto por certezas e mistérios.

E assim vou pedindo Licença  para desbravar  o desconhecido, tão conhecido... o tão conhecido sofrimento próprio da existência humana  na busca da origem da dor e do alívio... e ainda na busca de um (uns, alguns...) Porto seguro nos encontramos num jogo de palavras, num Mapa Mundi  que remete a imagens e ideias, territórios vivos, diferenças...

Diferenças apontadas, despontadas, desapontadas no diálogo do Mal Novo... talvez uma cena da vida real ou dos atos teatrais ou ainda dos entreatos reais.

E nada mais real do que As mil e uma mortes ou o Drama natural, onde a imagem da imensidão do céu pode nos ameaçar ou nos encantar! Será possível escolher?

Escolhas...  a grande solidão dos desencontros,  delicadamente lapidada em Segunda natureza... será também uma escolha? Ou será condição dos pares? Do humano? 

Dançar é o que podemos fazer de mais vivo sempre: não importa o par, não importa se só; a céu aberto ou escondido; na Pompéia ou em Curuçá...talvez,  ler Dead can dance...

E nas trilhas do caminho desconhecido, mas tão conhecido, está o Enigma do profano ao sagrado, da aurora ao crepúsculo. Dilemas... escolhas... Enya ou Björk...

Madredeus! - aquilo que não tem tradução, só sentido, e assim segue intenso em Alma nua , Exílio interno , Itaparica e Camille.

Em Delírio darwiniano a intensidade se torna insustentável até a grande descoberta de novas possibilidades e em A fortuna: eis o que chamo amor !

Amor ao destino que traduz uma forma de pensar e sentir  os encontros, os desencontros e os novos encontros, em Resumo de toda uma geração e/ou em Desejo periférico ...

E formando um mosaico ético- estético em Haroldus, Décius e Augustus e nA queda alegre alegria, alegria alegre ou no jogo das palavras que cheiram brincadeiras de infância em Tereza Raquel  e nA égua da noite. Será a verborragia a única linguagem que resta?!! -  In Sem memória.

Num subir e descer, num se expor e se esconder, assim  Recompondo a alma nua... lá está... a alma regendo alta sinfonia.

E assim  foi meu encontro com ALMA NUA. Bom encontro!

À Nise da Silveira  (na lembrança a comemoração de seu Centenário e uma de nossas primeiras conversas) e à Ogum.

 

Káthya Bertolini