João Rosa de Castro - Alma Nua


LICENÇA


 

Se minhas próprias virtudes percorrem em prol do todo,

Por que não conter o povo

O fruto amargo e insalubre

Que produz o meu próprio vício?

 

E cada beijo na rua,

E todo ócio no asfalto,

O sexo por vaidade

E o mais que pareça insano,

Esboça o doce sorriso

De quem já pensou por muitos

Que apenas preenchem o vazio

E temem investigar

A origem da dor e do alívio.

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